O grupo do Millo virou uma central mundial de análise esportiva.
Tem especialista em tênis, futebol brasileiro, Fórmula 1, Champions League, Copa do Mundo e, se deixar, aparece até professor de curling nas Olimpíadas de Inverno.
O cidadão não consegue confirmar um churrasco, mas explica tranquilamente por que o lateral do Girona recompõe melhor que muito time do Brasileirão.
Pra opinar, a gurizada tá voando. Pra aparecer e jogar conversa fora, aí sempre pinta uma lesão, um aniversário, um evento do colégio, um compromisso no clube ou a clássica desculpa do “essa semana tá corrida”.
No ritmo que vai, daqui a pouco o Millo não é mais uma famiglia. É um canal de comentário esportivo sem plateia, sem cerveja e sem presença.
E o pior é a confiança. Os caras resolvem a crise do futebol brasileiro em quatro mensagens, reorganizam a Ferrari em dois áudios e criticam técnico europeu como se tivessem passado a manhã em reunião tática.
Agora junta essa seleção de sábios pra uma mesa e some metade.
Então fica a dúvida: temos um grupo de amigos ou só um monte de comentarista profissional de sofá com Wi-Fi forte?
Menos análise de curling. Mais resenha ao vivo.

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