Se tem uma tradição que une mais o grupo do que futebol bem jogado, é o nosso glorioso, caótico e eternamente questionado Bolão da Copa.
Sim, ele voltou.
E voltou como manda a história: cercado de dúvida, regra mal explicada, interpretação criativa, memória seletiva e aquela choradeira clássica de quem só descobre o regulamento depois de perder ponto.
Porque bolão sério qualquer um faz. Agora, bolão com cheiro de crise, discussão em áudio longo, contestação de critério e ameaça de auditoria no grupo, isso aí é patrimônio nosso e não seria fruto de uma regra criada numa mesa de bar na época de faculdade!
Aqui nunca bastou acertar placar. Tem que entender fase de grupos, critério obscuro, bônus que não fazem sentido, desempate que ninguém lembra quem criou e aquela velha cláusula oral que surge só quando interessa a algum pilantra bem colocado na tabela.
E é isso que faz essa maravilha funcionar.
Sempre aparece o cidadão que entra no bolão achando que é investimento de alta performance. Duas rodadas depois já está exigindo transparência da comissão, revisão da súmula, VAR de planilha e investigação sobre pontuação do jogo das 7 da manhã.
Do outro lado, também surgem os artistas do regulamento flexível. Os mesmos que passam o torneio inteiro defendendo que “a regra sempre foi essa”, mesmo quando ninguém nunca ouviu falar daquela regra antes do print aparecer.
E não podemos esquecer a tropa dos injustiçados profissionais. Aqueles que erram quatro jogos seguidos, chutam o campeão errado, esquecem prazo, apostam depois da bola rolar e ainda conseguem produzir um discurso de 11 minutos explicando por que foram prejudicados pelo sistema.
Ou seja: o bolão nem começou e já tem material para briga.
Do jeito que o grupo gosta.
Então está oficialmente lançada mais uma edição do tradicional Bolão da Copa do Millo, essa instituição onde ninguém entende tudo, quase ninguém concorda com nada e, no fim, todo mundo tem certeza de que foi roubado em algum momento.
E sinceramente? Se fosse simples, não seria nosso.
ABRAM SUAS APOSTAS, SUAS RECLAMAÇÕES E SUAS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO.
O Bolão da Copa está de volta.
Quem entende as regras, explique.Quem não entende, reclame.Quem perder, chore.

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